Dra. Cíntia Corrêa

Ansiedade: sintomas, causas e como a terapia pode ajudar (presencial em Indaiatuba e online)

O que é ansiedade (e quando ela vira um problema)

A ansiedade é um mecanismo natural do corpo e da mente. Ela existe para nos proteger: diante de algo incerto, o organismo se prepara — fica mais atento, mais rápido, mais “pronto para agir”. O problema começa quando essa resposta passa a ser frequente, intensa e desproporcional, fazendo você viver em estado de alerta mesmo quando não há perigo real.

Em vez de ajudar, a ansiedade passa a:

  • roubar sua energia (cansaço mental constante)

  • atrapalhar decisões (medo de errar, travamento)

  • afetar o corpo (tensão, palpitação, sintomas gastrointestinais)

  • prejudicar relacionamentos (irritação, necessidade de controle, insegurança)

Um sinal importante é quando você percebe que está deixando de fazer coisas (ou evitando situações) para não sentir ansiedade. A vida vai ficando menor.


Sintomas de ansiedade mais comuns (emocionais, físicos e comportamentais)

A ansiedade pode se manifestar de formas diferentes. Algumas pessoas sentem mais no corpo; outras, nos pensamentos.

Sintomas emocionais e mentais

  • Preocupações excessivas e repetitivas (“e se…” o tempo todo)

  • Medo de falhar, medo de decepcionar, medo do futuro

  • Pensamentos acelerados e dificuldade de “desligar”

  • Irritabilidade, impaciência, hipersensibilidade

  • Dificuldade de concentração e sensação de mente cansada

Sintomas físicos

  • Palpitações, aperto no peito, falta de ar

  • Tensão muscular (mandíbula, ombros, pescoço)

  • Dores de cabeça, tontura, tremor, suor

  • Problemas gastrointestinais (nó no estômago, intestino solto ou preso)

  • Insônia ou sono leve (acorda cansado)

Sintomas comportamentais

  • Evitar conversas, lugares e situações que “podem dar ruim”

  • Procrastinar por medo de não fazer perfeito

  • Checar e confirmar excessivamente (mensagens, redes, trabalho, decisões)

  • Precisar controlar tudo para se sentir seguro(a)

Importante: sentir ansiedade em momentos específicos é normal. O problema é quando ela vira um “modo padrão” e começa a comandar sua vida.


Ansiedade x crise de ansiedade: qual a diferença?

Ansiedade pode ser um estado contínuo: preocupação, tensão e alerta por longos períodos.

Crise de ansiedade é um pico: sintomas intensos em pouco tempo, muitas vezes com sensação de que algo grave vai acontecer. Algumas pessoas descrevem como:

  • “parece que vou desmaiar”

  • “não consigo respirar”

  • “meu coração está disparado”

  • “vou perder o controle”

A crise é assustadora, mas costuma ser uma intensificação da resposta de alerta. Ela não significa fraqueza, e sim que o corpo está reagindo como se estivesse em perigo.

Se crises são frequentes, se você evita situações por medo de ter crise, ou se a ansiedade está muito alta há semanas/meses, é um bom momento para buscar terapia.


Causas da ansiedade: por que ela cresce?

Quase nunca existe “uma causa única”. A ansiedade costuma ser a soma de:

  • história de vida

  • padrões emocionais e crenças

  • rotina de excesso

  • ambientes de cobrança/instabilidade

  • experiências difíceis e mudanças

Abaixo, os fatores mais comuns (e que a terapia costuma trabalhar profundamente).

1) Necessidade de controle e medo do imprevisível

Quando você aprendeu (mesmo sem perceber) que precisa prever tudo para não sofrer, a mente vira uma “central de risco”. O problema é que a vida é incerta — então o cérebro nunca “termina” de calcular.

2) Autocobrança e perfeccionismo

A ansiedade se alimenta de exigências internas do tipo:

  • “eu não posso errar”

  • “eu preciso dar conta de tudo”

  • “se eu falhar, vão me rejeitar”

Isso vira um padrão: muito esforço, pouco descanso, culpa por parar.

3) Sobrecarga mental e emocional

Muita gente vive com a cabeça cheia:

  • trabalho + casa + família + responsabilidades

  • ausência de pausa real

  • celular e estímulo constante

  • falta de sono e recuperação

Nessa rotina, o corpo não volta ao estado de calma — e a ansiedade encontra terreno fértil.

4) Experiências de insegurança e feridas emocionais

Situações como rejeição, críticas constantes, relações instáveis, perdas e traumas podem ensinar o cérebro a ficar em alerta permanente. A ansiedade, nesse caso, é uma tentativa de se proteger.

5) Relações difíceis e ambientes tóxicos

Relacionamentos com conflitos, cobranças, instabilidade ou desrespeito elevam ansiedade. Quando o ambiente é imprevisível, o corpo responde com vigilância.


Como a terapia ajuda na ansiedade (o que muda de verdade)

A terapia não é uma promessa de “nunca mais sentir ansiedade”. A ansiedade faz parte da vida. O objetivo é:

  • reduzir sofrimento

  • recuperar liberdade

  • aumentar recursos para lidar com emoções

  • deixar de viver refém do medo

Na prática, a terapia costuma ajudar em três níveis:

1) Clareza: entender seus gatilhos e padrões

Você começa a perceber:

  • o que dispara a ansiedade

  • quais pensamentos entram automaticamente

  • como o corpo reage

  • que comportamentos você usa para “não sentir” (evitação, controle, checagem)

Entender o padrão tira a sensação de “sou eu que sou assim” e abre espaço para mudança.

2) Regulação emocional: diminuir o pico e aumentar segurança interna

Você aprende estratégias e rotinas para regular o sistema de alerta, como:

  • reconhecer sinais precoces

  • interromper ciclos de ruminação

  • criar pausas reais

  • cuidar de sono, respiração, corpo e limites

3) Mudança profunda: trabalhar crenças e feridas que sustentam a ansiedade

Aqui entra o coração do processo: mudar aquilo que mantém a ansiedade viva, como:

  • medo de errar e de ser rejeitado(a)

  • autocrítica e cobrança excessiva

  • necessidade de agradar

  • dificuldades de limite

  • insegurança nos vínculos

É nessa camada que a mudança fica mais consistente.

SEO local (natural): A Dra. Cintia realiza atendimento presencial em Indaiatuba/SP e também terapia online, com sessões de 60 minutos.


O que fazer quando a ansiedade está alta (ações úteis e realistas)

Sem promessas mágicas — mas com passos que ajudam no dia a dia:

1) Dê nome ao que está acontecendo

“Eu estou ansioso(a) agora.”
Isso parece simples, mas reduz confusão e te coloca no papel de observador(a), não de vítima da sensação.

2) Volte para o corpo

Ansiedade é muito corporal. Você pode:

  • alongar ombros e mandíbula

  • apoiar os pés no chão e sentir o peso do corpo

  • reduzir estímulos (tela, barulho) por alguns minutos

3) Corte o combustível da ruminação

Se você percebe “pensamento em looping”, faça uma pergunta direta:

  • “isso é um problema real agora ou uma previsão?”

  • “o que está no meu controle hoje?”

  • “qual é o próximo passo pequeno?”

4) Crie uma rotina mínima de recuperação

Ansiedade cresce quando não existe “volta ao básico”:

  • dormir melhor (horário minimamente fixo)

  • reduzir cafeína se estiver acelerando

  • caminhar/atividade leve

  • momentos sem tela

5) Procure apoio

Se a ansiedade está persistente, terapia ajuda muito porque você não precisa enfrentar isso sozinho(a).


Quando procurar terapia para ansiedade (sinais claros)

  • ansiedade quase todos os dias por semanas

  • crises de ansiedade recorrentes

  • evitação (você para de fazer coisas para não sentir)

  • sono ruim frequente

  • sintomas físicos recorrentes (palpitação, tensão, dor de estômago)

  • prejuízo em trabalho, estudos ou relações

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